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Data da Publicação: 17/12/2012 - 12h00
Postado em Notícias

17/12/2012 12h00 - Postado em Notícias

Faep ainda espera apoio a pequenos avicultores

Cadeia avícola gera 60 mil empregos diretos no Paraná

O aumento no preços das matérias-primas gerou grave crise financeira para as pequenas e médias agroindústrias paranaenses. Consequentemente, os produtores integrados a essas empresas ainda vivenciam situação econômica complicada.

"As pequenas e médias empresas não receberam a atenção do governo e ainda passam por dificuldades. Todos os pleitos feitos pela Faep para socorrer o setor e minimizar os reflexos do aumento dos custos não foram atendidos", critica o médico veterinário da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Celso Doliveira.

Na semana passada a entidade encaminhou mais uma solicitação ao governo federal, lembrando que a avicultura envolve mais de 19 mil produtores, 60 mil empregos diretos e cerca de 600 mil indiretos no Paraná, gerando um Valor Bruto da Produção de R$ 5,4 bilhões. Entre as reivindicações estão a prorrogação automática das parcelas de crédito rural dos programas de investimentos e do Moderagro do BNDES para avicultores e indústrias.

"Algumas empresas pararam ou diminuíram a produção, deixando produtores sem rendimento para honrar financiamentos. Isso gera uma instabilidade social muito grande, pois a economia de alguns municípios depende da avicultura", justifica Doliveira.

Outra demanda é a criação de uma Linha de Crédito para Capital de Giro para as indústrias com prazo de reembolso de 72 meses. A Faep também solicita a alocação imediata de recursos para apoio à comercialização de milho no Paraná para equacionar o abastecimento e equilibrar os preços. O subsídio federal para venda de estoques do Mato grosso e de Goiás só chegou até o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo a Faep, o apoio com as vendas de milho em balcão, de janeiro a agosto, totalizou 326,9 mil toneladas, das quais o Paraná foi contemplado com apenas 5 mil toneladas.

Mas Doliveira ressalta que a atividade é competitiva graças ao alto grau de tecnologia e organização do setor e também à tendência permanente de aumento do consumo. "O otimismo, no entanto, é para quem está bastante organizado e com boa gestão. Outro grupo, que não é pequeno, ainda vai sofrer com as dificuldades", pondera.

Depois da crise, avicultura tenta se recuperar

Após ano marcado por dificuldades causadas pelo aumento nos insumos, setor começa a apresentar resultados mais animadores

Ainda que 2012 tenha sido um ano de grave crise para a avicultura – devido ao aumento significativo dos custos de insumos -, o setor encerra o ano em recuperação no País. O Paraná, maior produtor e exportador brasileiro de frango – entre janeiro e outubro deste ano abateu 1,18 bilhão de aves – enfrenta cenários contraditórios: por um lado, grandes grupos somam resultados positivos nos últimos meses do ano, enquanto pequenas empresas ainda aguardam apoio do governo para regularizar a situação financeira.

"2012 foi um ano extremamente difícil", avalia o presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra. Segundo ele, a continuação da crise financeira mundial de 2008, as oscilações cambiais e os entraves logísticos brasileiros já comuns em anos anteriores foram somados ao aumento expressivo no preço dos insumos ocorrido a partir dos primeiros meses de 2012.

A forte estiagem que afetou os campos de soja e milho dos Estados Unidos reduziu drasticamente a oferta de grãos no mercado internacional e, consequentemente, impulsionou as cotações a valores recordes na Bolsa de Chicago. O farelo de soja sofreu elevação de mais de 100% e a cotação do milho subiu 40%. Principais matérias-primas da ração ofertada aos frangos, a soja e o milho valorizados inflacionaram o custo de produção em 40% e reduziram a margem de lucro dos produtores e empresas.

Folha Web

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