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Data da Publicação: 23/11/2015 - 08h34
Postado em Destaques, Pecuária de Corte

23/11/2015 08h34 - Postado em Destaques, Pecuária de Corte

Churrasco em risco

Recessão vai afetar demanda por carne bovina em 2016. O alívio para o produtor deve vir das exportações

A bovinocultura de corte vai depender mais do mercado externo em 2016. Ao longo deste ano, os preços da arroba se mantiveram elevados, acima dos R$ 140, segundo o indicador da Esalq/ BM&FBovespa. Nos próximos meses, entretanto, a cotação do boi poderá ser limitada pela queda do consumo de carne bovina no mercado interno. É a recessão: com a inflação nas alturas e o aumento da taxa de desemprego, os consumidores estão comprando menos carne vermelha.

A salvação, então, deve vir das exportações. A alta do dólar deu fôlego extra aos frigoríficos, que exportaram 1 milhão de toneladas de carne bovina entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Há, inclusive, a perspectiva de abertura de novos mercados, como a Arábia Saudita, que promete voltar a importar o produto brasileiro após um embargo que durou três anos. Para o Paraná, há a expectativa da reabertura dos mercados iraniano e americano. Ainda neste mês de novembro, o Brasil receberá uma comitiva dos Estados Unidos para inspeções em plantas frigoríficas habilitadas à exportação de carne bovina in natura, inclusive no Estado. A China, que comprou 81,3 mil toneladas no período janeiro-setembro deste ano, deve continuar a ser o principal destino da carne brasileira.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Departamento Técnico Econômico (DTE) da FAEP para a pecuária paranaense em 2016. Segundo o autor do estudo, o zootecnista Guilherme Souza Dias, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta um incremento de 1% na produção global de carne bovina, atingindo 59,2 milhões de toneladas. O comércio mundial da mercadoria deve crescer 3%, somando 9,9 milhões de toneladas. Entre os principais países produtores – Estados Unidos, Brasil e Índia –, a tendência é que a produção aumente devido à expansão do rebanho. A Índia manterá o posto de maior exportador mundial, ampliando sua vantagem sobre o Brasil. De acordo com dados do USDA, os indianos exportaram 2,08 milhões de toneladas de carne no ano passado – basicamente de búfalo, por razões religiosas. Para 2015, a expectativa é de que o país exporte 2 milhões de toneladas do produto. No Brasil, o USDA projeta a exportação de 1,65 milhões de toneladas no período.

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Título da Postagem: Churrasco em risco

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