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Data da Publicação: 14/10/2019 - 16h01
Postado em Crédito Rural, Destaques, Notícias

14/10/2019 16h01 - Postado em Crédito Rural, Destaques, Notícias

Análise: Paraná “perde” liderança na contratação de crédito

Números do primeiro trimestre do PAP 2019/20 apontam aumento de 2,7% na contratação em relação ao mesmo período da temporada passada

Os produtores rurais contrataram 2,72% a mais de crédito no primeiro trimestre de vigência do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2019/20 em comparação com igual período da safra anterior, de acordo com dados do Banco Central. Entre julho e setembro de 2019, foram ANÁLISE Por Luiz Eliezer Ferreira Técnico do Sistema FAEP/SENAR-PR R$ 59,07 bilhões contratados contra R$ 57,50 bilhões na safra 2018/19. Em relação ao número de contratações houve recuo de 5,02%, de 656.766 contratos em 2018 para 623.810 este ano.

O valor contratado no primeiro trimestre representa 26,5% dos recursos programados no PAP 2019/20, que disponibiliza R$ 222,74 bilhões. Dos R$ 170 bilhões programados para custeio, comercialização e industrialização já foram contratados R$ 47,09 bilhões, 27,7% do total. Já nos investimentos foram contratados R$ 11,9 bilhões, sendo a previsão de R$ 53 bilhões até o final da safra.

Destaque para o forte crescimento do crédito para industrialização, que saiu de R$ 2,95 bilhões em contratações no primeiro trimestre da safra passado para R$ 4,71 bilhões em 2019. Oito das dez maiores contratações de crédito para industrialização estão no Paraná. O Estado concentrou 65,05% dos novos contratos, o que corresponde a R$ 3,06 bilhões do total.

Outro destaque foi a redução de 28,42% do crédito para comercialização. Esta modalidade coloca recursos necessários à comercialização dos produtos agropecuários à disposição do produtor, desde a pré-comercialização, passando pelo financiamento da estocagem, até garantias de preço ao produtor, as cooperativas também acessam estes financiamentos. A necessidade, por enquanto, de acessar esta linha é limitada, em função dos bons preços das commodities que faz com que a venda ocorra imediatamente à colheita.

O custeio representou 61% das contratações no primeiro trimestre desta safra, seguido do investimento com 20%, comercialização 11% e industrialização com 8% de participação.

Neste primeiro trimestre da safra, o Paraná perdeu o posto de maior contratante de crédito rural do país. O Rio Grande do Sul registrou 17,91% dos R$ 59,07 bilhões, segundo o Banco Central. O Paraná aparece logo em seguida com 17,75% – R$ 10,27 bilhões. No cenário nacional, 75% dos recursos estão concentrados nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.

Atividade

Entre julho e setembro deste ano, a pecuária contratou R$ 17,63 bilhões em crédito rural, alta de 16,6% em relação a igual período do ano passado. Já a participação cresceu de 26,29% para 29,88%.

As contratações das atividades agrícolas recuaram. O valor contratado neste primeiro trimestre alcançou R$ 41,38 bilhões contra R$ 42,39 bilhões da safra passada, queda de 2,36%.

Paraná

O Paraná foi o 2º colocado no ranking de contratações de crédito rural no primeiro trimestre da safra 2019/20. Entre julho e setembro de 2019, o Estado contratou R$ 10,27 bilhões, alta de 17,74% no comparativo com igual período da temporada passada.

O aumento foi puxado, principalmente, pela alta dos financiamentos para a industrialização, que subiram 70,7% no mesmo comparativo. As contratações para custeio avançaram 5,19%, saindo de R$ 4,98 bilhões no primeiro trimestre da safra passada para atuais R$ 5,24 bilhões. Houve avanço também nas contratações para investimentos, alta de 10,1%, alcançando o montante de R$ 1,41 bilhão. Assim como em nível nacional, as contratações para comercialização também recuaram no Paraná, para R$ 748 milhões, queda de 3,6%. As atividades agrícolas contrataram R$ 6,74 bilhões entre julho e setembro da safra 2019/20, alta de 5,54%, mas com perda de participação no comparativo com as atividades pecuárias. A pecuária contratou R$ 3,52 bilhões, alta de 51,3%, consequentemente teve sua participação aumentada de 26,7% para 34,3% do total de crédito rural.

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