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Data da Publicação: 20/01/2017 - 14h19
Postado em Destaques, Notícias

20/01/2017 14h19 - Postado em Destaques, Notícias

Agro brasileiro terá desempenho melhor que restante do mundo na próxima década

Conclusão é do “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, que engloba diagnósticos e projeções do setor, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações

O desempenho do agronegócio brasileiro na próxima década deve ser melhor que a média no restante do mundo, para commodities agrícolas importantes como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango). Apesar do otimismo, a taxa de crescimento apresentada pelo setor, nos últimos dez anos, no que diz respeito à produção e às exportações das principais culturas, não deve se repetir no período indicado. A conclusão é do “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, levantamento elaborado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que engloba diagnósticos e projeções do setor, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações.

Grãos

O Outlook Fiesp 2026 aponta que a participação de mercado do Brasil nas exportações mundiais de soja, por exemplo, deve chegar a 49% entre 2016 e 2026, com um aumento de 4,6% por ano, bem acima dos 2,7%, em média, dos demais produtores. Conforme o Deagro/Fiesp, o milho nacional, por sua vez, que vem sendo bastante disputado no mercado externo por causa de sua qualidade, deve ter alta anual de 8,8%, com a participação nas vendas externas chegando a 23%, em 2026. Para a safra 2025/26, o órgão prevê um incremento de 21% no consumo interno, alavancado pelo setor de proteínas animais. Em relação ao açúcar, o Departamento de Agronegócio estima que o Brasil, que hoje é o maior exportador mundial desta commodity, será responsável por metade do que é comercializado lá fora, na próxima década, com índice de crescimento de 2,2% ao ano.

Frango e Suíno

Conforme o Deagro/Fiesp, 2017 deve marcar o início da recuperação para o mercado de carnes, como a de frango e suína, que registraram aumentos históricos dos custos de produção e estagnação do consumo, por causa da redução do poder de compra da população brasileira.

O Departamento de Agronegócio ainda indica uma projeção para a carne suína, para a próxima década, que também deve ser favorável, com crescimento anual das exportações de 3% e participação no mercado externo de 10%. “A carne de frango manterá sua expressiva fatia do mercado global, com 41% do montante comercializado.”

Da mesma forma que a suína, a carne de frango nacional, hoje presente em 160 mercados mundiais, deve incrementar suas vendas com a sólida confiança conquistada junto ao mercado internacional graças, entre outros motivos, ao excelente status sanitário brasileiro.

Carne Bovina

No caso da carne bovina, o cenário projetado pelo “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro” aponta para um crescimento das exportações de 4,5% ao ano, com alta das exportações na ordem de 18%, nos próximos dez anos.

Conforme o estudo indica, o cenário pode marcar uma melhora em relação ao desempenho registrado entre 2005-2015 (0,3% e 15% para crescimento e fatia do mercado mundial, respectivamente): “No entanto, a abertura recíproca entre Brasil e EUA para o produto sinaliza, em médio prazo, a possibilidade de acesso a novos mercados, mais exigentes e que remuneram melhor o produto brasileiro, o que poderá resultar em números ainda mais positivos.”

Crédito e Seguro

O Deagro/Fiesp também destaca que a redução de empréstimos impacta os investimentos, com consequências para a produtividade das lavouras. “Além disso, o ponto de equilíbrio do câmbio e o possível surgimento de uma onda protecionista trazem novas preocupações em curto prazo.”Quanto à questão do (suposto) protecionismo na era Trump, nos EUA, ainda seja cedo para comentar, mas eventualmente os movimentos da diplomacia norte-americana, criando arestas na Ásia, poderia beneficiar o Brasil, indiretamente.

Fonte: SNA
Título da Postagem: Agro brasileiro terá desempenho melhor que restante do mundo na próxima década

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