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Data da Publicação: 29/01/2020 - 11h45
Postado em Destaques, Notícias

29/01/2020 11h45 - Postado em Destaques, Notícias

Adapar notifica casos de raiva no Noroeste do Paraná

Focos ocorreram em rebanhos bovinos de Tapira e Porto Rico, no Noroeste. Produtores do entorno precisam vacinar animais contra a doença

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) confirmou, na semana passada, focos de raiva em Tapira e em Porto Rico, no Noroeste do Paraná. A doença, causada por um vírus transmitido, principalmente por morcegos, foi constatada em um rebanho bovino.

A recomendação da Adapar é que todos os produtores rurais num raio de 12km dessa propriedade vacinem seus rebanhos. Os agropecuaristas da região que quiserem saber se as suas propriedades estão área de abrangência devem procurar uma unidade da Adapar. As mais próximas de Porto Rico estão nos municípios de Santa Cruz de Monte Castelo e Loanda. Tapira é atendida pela unidade de Maria Helena.

A doença

Os morcegos que transmitem a doença são chamados de hematófagos, se alimentam, portanto de sangue (da espécie Desmodus rotundus). Eles só passam a enfermidade se estiverem contaminados com o vírus. A doença pode infectar não só bovinos e equinos, mas a todos os mamíferos. O vírus também pode ser repassado por arranhões e lambidas dos bichos contaminados.

Entre as orientações da Adapar, estão o isolamento imediato do animal sob suspeita. O pecuarista deve estar atento ao comportamento do rebanho, principalmente em casos de reses que apresentem andar cambaleante e queda, salivação excessiva e engasgos – sintomas mais evidentes de contágio de raiva. Em todos esses casos, a Adapar deve ser informada pelo produtor imediatamente.

“Com essa comunicação, nós vamos até o local, coletamos amostras para exames, para confirmar se se tratava de raiva”, explica Vieira. “Essa comprovação é feita por meio de um exame laboratorial, a partir da análise do cérebro do animal morto”, complementa.

Além disso, o produtor rural também deve ficar de olho em locais em sua propriedade que podem servir de abrigo a morcegos. A Adapar tem cadastrados cerca de 900 locais em todo o Estado que apresentam condições para ser usados pelos morcegos como ponto de refúgio – como cavernas e buracos. Equipes da Adapar revistam esses locais anualmente, capturando eventuais animais encontrados.

“A gente investiga se há morcegos nesses locais. A captura é a maneira de manter a raiva sob controle”, afirma Vieira.

As comunicações devem ser feitas ao escritório regional da Adapar mais próximos. Os endereços estão disponíveis no site www.adapar.pr.gov.br, na seção Institucional/Unidades da Adapar. O pecuarista pode procurar, também, a secretaria de agricultura do seu município.

imprensa@faep.com.br