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Data da Publicação: 07/11/2011 - 12h00
Postado em Notícias

07/11/2011 12h00 - Postado em Notícias

Vacinação será cobrada após greve

Depois de discutirem em reuniões e por meio de ofícios com o governo do estado na última sexta-feira, os fiscais sanitários da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mantiveram previsão de greve em Curitiba e no interior. A partir desta segunda-feira, a categoria pretende reduzir em até 70% suas atividades. Mesmo comparecendo a seus […]

Depois de discutirem em reuniões e por meio de ofícios com o governo do estado na última sexta-feira, os fiscais sanitários da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mantiveram previsão de greve em Curitiba e no interior. A partir desta segunda-feira, a categoria pretende reduzir em até 70% suas atividades.

Mesmo comparecendo a seus postos de trabalho, os servidores planejam adiar tarefas como o monitoramento sobre a campanha de vacinação contra a aftosa. Por outro lado, lançaram alerta aos pecuaristas de que a imunização, que começou semana passada e segue até 30 de novembro, será cobrada da mesma forma. Ou seja, quem não vacinar agora pode ser multado em R$ 96 por cabeça de gado depois da greve.”De forma alguma o produtor deve deixar de vacinar. Nossa orientação é para que ele imunize os animais e preserve seu rebanho e patrimônio”, disse Antonio Minoro, que integra o movimento grevista.

O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, manifestou preocupação com o risco de a campanha ser prejudicada e lamentou a falta de acordo com os servidores.Os fiscais exigem alterações no projeto que cria a Agência de Defesa Sanitária (Adapar), a ser votado nos próximos dias na Assembleia Legislativa. Os 600 fiscais sanitários da Seab, que compõem o Defis, devem passar a fazer parte da Adapar, mas continuarão ligados a seus cargos de origem. Minoro afirma que, para quem está em início de carreira, essa situação traz incertezas.

 “Deveria ser aberta a opção de o servidor se transpor para o quadro da Adapar.” Para o Poder Executivo, no entanto, a transposição pode ser considerada inconstitucional e, se for generalizada, prejudicar quem estiver prestes a se aposentar, reduzindo o valor a ser recebido.

A Seab enviou na sexta-feira correções ao anteprojeto ao deputado Ademar Traiano (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa, mas não voltou atrás na questão da transposição. Ortigara argumenta que, se forem transpostos, os servidores poderão ter de voltar para o antigo posto por decisão judicial.Os servidores estão se comunicando e organizando o que chamam de “greve tartaruga” através de e-mails e telefonemas. A tecnologia permitiu à Associação dos Fiscais da Defesa Agropecuária dispensar a realização de assembleias regionais.

Fonte: Gazeta do Povo Online

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