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Data da Publicação: 13/10/2011 - 12h00
Postado em Notícias

13/10/2011 12h00 - Postado em Notícias

USDA mantém previsão de safra de soja e milho do Brasil

Por Gilda M. Bozza – Economista – DTE/FAEP O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quarta-feira (12), o relatório de outubro com novos números da oferta e demanda mundial de grãos para a safra 2011/12. Soja O USDA cortou as projeções para a safra norte-americana 2011/2012 no tocante à produção, exportações e […]

Por Gilda M. Bozza – Economista – DTE/FAEP

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quarta-feira (12), o relatório de outubro com novos números da oferta e demanda mundial de grãos para a safra 2011/12.

Soja
O USDA cortou as projeções para a safra norte-americana 2011/2012 no tocante à produção, exportações e estoques finais.  Com isso, a safra americana foi estimada em 83,2 milhões de toneladas (volume abaixo das expectativas do mercado), uma redução de 690 mil toneladas; já a produtividade teve corte de 2.811 kg/ha (46,85 sacas/hectare) para 2.788 kg/ha (46.51 sacas/hectare) . As exportações passaram de 38,5 milhões para 37,4 milhões de toneladas. O estoque final norte-americano ficou em 4,3 milhões de toneladas.  A relação estoque final/consumo americano é de 9,1%, um alerta de oferta ajustada que poderá pressionar os preços na Bolsa de Chicago.

A produção mundial estimada é de 258,6 milhões de toneladas, inferior à previsão do relatório anterior (258,9 milhões de toneladas).  O consumo mundial também foi reavaliado, passando de 262,2 para 261,7 milhões de toneladas.  O estoque final passou de 62,5 para 63,0 milhões de toneladas, com uma relação estoque final/consumo mundial de 24,0%.

A produção brasileira foi mantida em 73,5 milhões de toneladas, as exportações em 36,5 milhões de toneladas e os estoques finais reajustados para 19,5 milhões de toneladas.

Para a Argentina foram mantidos os números do relatório de setembro: produção de 53,0 milhões de toneladas, exportações de 11,8milhões de tonelada e os estoques finais retificados para 23,5 milhões de toneladas.
Para a China, maior consumidor mundial, o USDA manteve as estimativas de setembro, a saber: Produção de 14,0 milhões de toneladas, importações de 56,5 milhões de toneladas e consumo de 71,6 milhões de toneladas. O consumo chinês tem estimativa de 71,6 milhões de toneladas.

Milho
O relatório de outubro do USDA reajustou os números para a produção mundial de milho, com elevação da produção, consumo, exportações e estoques finais.
A produção mundial do grão foi elevada de 854,6 para 860,0 milhões de toneladas; a produtividade mantida em 9.285 kg por hectare; o consumo passou de 861,6 para 866,6 milhões de toneladas; as exportações previstas em 94,1 milhões de toneladas e os estoques mundiais passaram de 117,3 para 123,1 milhões de toneladas. Assim, a relação estoque final/consumo mundial é de 14,2%, considerada baixa.

A produção norte-americana na safra 2011/12 foi reavaliada de 317,4 para 315,8 milhões de toneladas, um corte de 1,63 milhão de toneladas. O consumo permaneceu em 282,2 milhões de toneladas, as exportações retificadas para 40,6 milhões de tonelada e os estoques finais elevados para 22 milhões de toneladas.   Com isso, a relação estoque final/consumo norte-americano é de 7,8%.

Para o Brasil foram mantidos os números do relatório de setembro: produção de 61,0 milhões de toneladas; consumo interno de 52,0milhões de toneladas; exportações de 8,5 milhões de toneladas e estoque final de 10,9 milhões de toneladas.

No caso da Argentina, o USDA também manteve as estimativas anteriores (setembro); produção de 27,5 milhões de toneladas; exportações de 19,5 milhões de toneladas e estoques finais de 1,7 milhão de toneladas.
Para a China, o USDA reavaliou a produção de 178,0 para 182 milhões de toneladas, consumo interno de 182,5 para 186,5 milhões de toneladas e estoques finais reajustados para 50,7 milhões de toneladas.

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