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Data da Publicação: 10/08/2011 - 12h00
Postado em Notícias

10/08/2011 12h00 - Postado em Notícias

Secretário pede que cadeia do leite se adapte a novas normas

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, fez um apelo aos produtores de leite e aos laticínios paranaenses para que cumpram integralmente, no menor prazo possível, as normas previstas na Instrução Normativa 51 (IN 51) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destinadas a elevar a qualidade do leite. Elaborada há 10 anos, […]

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, fez um apelo aos produtores de leite e aos laticínios paranaenses para que cumpram integralmente, no menor prazo possível, as normas previstas na Instrução Normativa 51 (IN 51) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destinadas a elevar a qualidade do leite. Elaborada há 10 anos, a IN 51 deveria entrar plenamente em vigor em julho deste ano, mas, como a cadeia produtiva do leite ainda não se adaptou a todas as normas, o prazo foi novamente prorrogado, agora para dezembro.

Uma das normas ainda não cumpridas por boa parte dos produtores e laticínios é a que fixa um teto para a contagem de células somáticas e bactérias no leite. Atualmente, o limite de contagem bacteriana é de 750 mil unidades formadoras de colônia por mililitro. Com a IN-51, o limite cai para 100 mil. Com relação às células somáticas, o teto passaria de 750 mil/ml para 400 mil. Se adotadas de imediato, as novas regras excluiriam grande parte dos produtores brasileiros.

Ortigara lamentou a prorrogação do prazo para adaptação à IN 51 – medida que, segundo ele, prejudica o produtor. "A elevação da qualidade do leite irá melhorar a renda do produtor rural, movimentando a economia, e melhorar também a imagem do Estado no mercado, com a valorização de seus produtos. Todos sairão ganhando com isso", disse o secretário, durante o Fórum da Pecuária Leiteira, realizado na Agroleite 2011, exposição de tecnologia e da produção leiteira promovida pela cooperativa Castrolanda, de Castro.

Para o secretário, os produtores e laticínios paranaenses precisam "despertar para a importância da qualidade do leite, o que se consegue com procedimentos simples como mais higiene no manejo com os animais e equipamentos de ordenha e o resfriamento do produto".

Ele lembrou que o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) garante ao produtos recursos para a compra de equipamentos a um custo menor que o de linhas de financiamento convencionais. Lembrou também que Emater, Senar, Sescoop e cooperativas oferecem aos produtores capacitação e apoio para a adoção de normas e práticas de manejo que permitam avanços na qualidade do leite.

Segundo Ortigara, o Paraná precisa dar um salto de qualidade na pecuária leiteira para entrar em novos mercados, inclusive em países que pagam mais pelo leite e derivados. O Paraná é o terceiro maior produtor de leite do País, com uma produção de 3,34 bilhões de litros por ano. A atividade proporciona renda mensal a aproximadamente 100 mil famílias paranaenses que vivem no meio rural. "A pecuária leiteira do Paraná tem condições de crescer ainda mais se for adotado um conjunto de práticas de manejo nas propriedades", disse o secretário.

PREÇO – Durante o Fórum, o médico veterinário Nelmo Oliveira, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, informou que o órgão lançará um programa para incentivar as indústrias a pagar mais pelo leite, conforme a qualidade do produto. O programa foi testado no Paraná, na forma de dois projetos-piloto: PAS Leite e Produção Integrada do Leite.

Segundo Oliveira, o PAS Leite é um programa de alimento seguro promovido em parceria pelo governo federal e o sistema S (Sebrae, Senai), de reavaliação e capacitação dos instrutores que irão a campo para atender as propriedades e ajudar na implantação de boas práticas de ordenha e manejo. Os produtores serão orientados a tratar os animais com ração e medicamentos de qualidade reconhecida, conforme recomenda a IN-51.

O outro programa avaliará se as propriedades estão cumprindo regras trabalhistas, ambientais e de sustentabilidade. "A adesão aos dois programas será voluntária. É importante que os produtores tenham uma recompensa pelo esforço, com uma remuneração melhor por parte dos laticínios", disse Oliveira.

EXPOSIÇÃO – A Agroleite 2011, exposição da pecuária leiteira que acontece em Castro até sexta-feira (12), foi aberta pelo presidente da Castrolanda, Franz Borg, com a presença dos secretários da Agricultura, Norberto Ortigara; de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; do prefeito de Castro, Moacir Fadel Júnior; do diretor presidente do Instituto Emater, Rubens Niederheitmann; e do presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski.

Durante o Fórum da Pecuária Leiteira, Ortigara foi homenageado pela Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa com uma placa comemorativa. De acordo com o presidente da entidade, Hans Jan Groenwold, a homenagem deve-se ao apoio do secretário à pecuária leiteira do Estado.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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