Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 10/02/2012 - 12h00
Postado em Notícias

10/02/2012 12h00 - Postado em Notícias

RELATÓRIO USDA – FEVEREIRO/2012

SOJA - Produção mundial tem corte de 5,53 milhões de toneladas

Nesta quinta-feira (9), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – Usda, divulgou o relatório mensal de fevereiro com o quadro de oferta e demanda mundial das principais commodities agrícolas para a safra 2011/12.
A produção mundial de soja na safra 2011/2012 aponta corte de 5,53 milhões de toneladas, passando de 257,00 para 251,47 milhões de toneladas.  Este número computa as perdas com estiagem na América do Sul, trazendo as perdas do Brasil e da Argentina.  O consumo mundial estimado é de 258,05 milhões de toneladas, exportações de 92,79 milhões de toneladas e um estoque menor de 60,28 milhões de toneladas. Com isso, a relação estoque final/consumo caiu para 23%, contra 27% da safra 2010/11. É o que apontam os números do relatório .

Estados Unidos – Os números para os Estados Unidos foram mantidos: produção de 83,17 milhões de toneladas, consumo de 47,24 milhões de toneladas, exportações de 34,70 milhões de toneladas e estoque final americano de 7,49 milhões de toneladas.  Os Estados Unidos respondem por 33% da produção mundial do grão.

Brasil – Em relação ao Brasil, o Usda revisou a produção para baixo, considerando as perdas com a estiagem.  Com isso, a produção foi reajustada de 74 milhões para 72 milhões de toneladas (menos dois milhões de toneladas).  O consumo previsto em 40,40 milhões de toneladas.  O Brasil passa para o 1º lugar nas exportações mundiais de soja em grão, com uma exportação de 37,80 milhões de toneladas contra 34,70 milhões de toneladas das exportações norte-americanas.  O Brasil aumentou sua participação no comércio global para 40,7%.  Estoques finais avaliados em 16,03 milhões de toneladas. A participação brasileira na produção mundial é de 28,6%.

Argentina – A produção argentina de soja foi reavaliada por conta da estiagem de 50,50 milhões para 48,00 milhões de toneladas (menos 2,5 milhões de toneladas), o consumo previsto em 40,55 milhões de toneladas, exportações de 8,90 milhões de toneladas e estoque final de 21,40 milhões de toneladas. A Argentina, terceiro principal produtor, participa com 19,00% da produção mundial.
Na Bolsa de Chicago, o relatório repercutiu nos contratos futuros.  No meio-pregão, os contratos para o primeiro vencimento, março/12 são negociados a US$ 27,45/saca, uma alta de US$ 0,30 por saca.   Para maio/12, a cotação é de US$ 27,64/saca.

MILHO: USDA reduz produção argentina de 26,00 milhões para 22,00 milhões de toneladas.
A produção mundial na safra 2011/12 foi reajustada de 868,06 milhões para 864,11 milhões de toneladas (um corte de 3,95 milhões de toneladas). O relatório de fevereiro reduziu a produção argentina de 26 milhões para 22 milhões de toneladas por conta da estiagem que atingiu aquele país.  Já a produção brasileira de milho permaneceu em 61 milhões de toneladas, ou seja, o USDA não assumiu uma quebra decorrente da seca no Brasil
O relatório retificou o consumo mundial de 867,98 milhões para 867,59 milhões de toneladas . As exportações previstas em 94,93 milhões de toneladas.  O consumo mundial de milho foi estimado em 867,59 milhões de toneladas.  Já o estoque final foi reavaliado para baixo, passando de 128,12 milhões para 125,35 milhões de toneladas.  A relação estoque final/consumo mundial é de 14,4 %. 
Quanto aos Estados Unidos, principal produtor mundial de milho, o manteve a produção norte-americana em 313,92 milhões de toneladas. A produtividade prevista é de 9.229 kg por hectare. O consumo ficou estável em 279,53 milhões de toneladas. As exportações subiram de 41,91 milhões para 43,18milhões de toneladas.  Os estoques finais sofreram corte de 1,14 milhão de toneladas, passando de 21,49 milhões para 20,35 milhões de toneladas.  A relação estoque final/consumo é de 7,3%.
A União Europeia (27 países) tem produção estimada em 64,52 milhões de toneladas A produção chinesa foi prevista em 191,75 milhões de toneladas.
Os contratos futuros são negociados, no meio-pregão na Bolsa de Chicago, em alta de US$ 0,20 por saca.  Os futuros para março/12 cotados a US$ 15,36 por saca.  Para maio, a cotação é de US$ 15,33/saca.

TRIGO – Estoques norte-americanos avaliados em 23,00 milhões de toneladas.
O relatório de fevereiro do Usda, traz novos números para a oferta e demanda do cereal.  A produção passou de 691,50 milhões para 692,88 milhões de toneladas. O consumo foi reajustado para 680,48 milhões de toneladas, exportações de 140,25 milhões de toneladas e estoques finais de 213,10 de toneladas.  Relação estoque final/consumo mundial de 31%.
Para os Estados Unidos, o Usda manteve a produção de 54,41 milhões de toneladas, o consumo em 31,61 milhões de toneladas, exportações em 26,54 milhões de toneladas e estoque final caindo de 23,68 milhões para 23,00 milhões de toneladas.
A produção argentina de trigo foi mantida em 14,50 milhões de toneladas, consumo doméstico em 5,93 milhões de toneladas, exportações de 9,00 milhões de toneladas e estoque final de 2,68 milhões de toneladas.
Para o Brasil, o USDA prevê uma produção 5,80 milhões de toneladas e um consumo de 11,20 milhões de toneladas.  Com isso, as necessidades de importação são de 7,00 milhões de toneladas.  O estoque final é de 1,38 milhão de toneladas.
A União Europeia (27 países) tem estimativa de produção de 137,49 milhões de toneladas e consumo de 127,00 milhões de toneladas.  Na China a produção estimada é de 117,92 milhões de toneladas e consumo interno de 113,50 milhões de toneladas.   Para os países do FSU-12 (anteriormente União Soviética) a produção prevista é de 114,41 de toneladas.  Para a Índia, o relatório estima uma produção de 86,87 milhões de toneladas.  Já para a Rússia a projeção de produção é de 56,23 milhões de toneladas.  Austrália e Canadá têm estimativa de produção de 28,30 e 25,26 milhões de toneladas, respectivamente. 
Na Bolsa de Chicago, os preços reagem e os futuros para março são negociados a US$ 14,76 por saca, uma alta de US$ 0,19 por saca.

Gilda M. Bozza
Economista
DTE/FAEP

imprensa@faep.com.br