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Data da Publicação: 09/03/2012 - 12h00
Postado em Notícias

09/03/2012 12h00 - Postado em Notícias

Relatório do USDA

Confira a análise da economista Gilda Bozza sobre o relatório divulgado nesta sexta-feira

RELATÓRIO USDA – MARÇO/2012

SOJA: Produção brasileira reajustada para 68,50 milhões de toneladas

Nesta sexta-feira (9), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – Usda, divulgou o relatório mensal de março com o quadro de oferta e demanda mundial das principais commodities agrícolas para a safra 2011/12.

De acordo com o esperado pelo mercado, o relatório procedeu o corte na produção brasileira de soja atingida pela estiagem prolongada.   A produção brasileira foi estimada em 68,50 milhões de toneladas, um corte de 3,5 milhões de toneladas sobre a estimativa do relatório de fevereiro (72 milhões de toneladas). 

Para a Argentina, a produção foi reajustada de 48,00 milhões de toneladas para 46,50 milhões de toneladas. Com isso, a produção mundial de soja na safra 2011/2012 foi prevista em 245,07 milhões de toneladas contra 251,47 do relatório anterior. O consumo mundial estimado é de 254,90 milhões de toneladas, exportações de 90,89 milhões de toneladas e um estoque de 57,30 milhões de toneladas. Com isso, a relação estoque final/consumo caiu para 22,5%.  É o que apontam os números do relatório .

Estados Unidos – Os números para os Estados Unidos foram mantidos: produção de 83,17 milhões de toneladas, consumo de 47,24 milhões de toneladas, exportações de 34,70 milhões de toneladas e estoque final americano de 7,49 milhões de toneladas.  Os Estados Unidos respondem por 34% da produção mundial do grão.

Brasil – Em relação ao Brasil, o Usda revisou a produção para baixo, considerando as perdas com a estiagem.  Com isso, a produção foi reajustada de 72,0 milhões para 68,50 milhões de toneladas (menos 3,50 milhões de toneladas).  O consumo previsto em 39,10 milhões de toneladas. As exportações foram reajustadas de 37,80 para 36,90 milhões de toneladas.   Mesmo assim, o Brasil permanece como primeiro exportador mundial de soja em grão.  A participação brasileira no comércio mundial é 40,6%.  Já a participação brasileira na produção mundial baixou para 27,9%.

Argentina – A produção argentina de soja foi reavaliada por conta da estiagem de 48,0 milhões para 46,50 milhões de toneladas (menos 1,5 milhão de toneladas), o consumo previsto em 40,50 milhões de toneladas, exportações de 8,90 milhões de toneladas e estoque final de 19,95 milhões de toneladas. A Argentina, terceiro principal produtor, participa com 18,9% da produção mundial.

Na Bolsa de Chicago, o relatório repercutiu nos contratos futuros.  No início do -pregão, os contratos para o primeiro vencimento, março/12 são negociados a US$ 29,55/saca, uma alta de US$ 0,22 por saca.   Para maio/12, negociados a US$ 29,67/saca.

MILHO: Produção mundial safra 2011/12 prevista em 864,96 milhões de toneladas.

A produção mundial na safra 2011/12 foi reajustada para 864,96 milhões de toneladas, o consumo passou de 867,59 para 869,49 milhões de toneladas, exportações previstas em 96,15 milhões de toneladas e estoque final baixou de 125,35 para 124,53 milhões de toneladas. A relação estoque final/consumo mundial é de 14,3%.

Para os s Estados Unidos, principal produtor mundial de milho, o USDA o manteve a produção norte-americana em 313,92 milhões de toneladas. A produtividade prevista é de 9.229 kg por hectare. O consumo ficou estável em 279,54 milhões de toneladas. As exportações passaram para 43,18 milhões de toneladas e os estoques finais mantidos em 20,35 milhões de toneladas.
O relatório de março reavaliou a produção brasileira de milho, passando de 61 para 62 milhões de toneladas e as exportações de 9,0 para 10,0 milhões de toneladas.

A União Europeia (27 países) teve mantidos os números do relatório de fevereiro: produção de 64,52 milhões de toneladas, importações de 4,50 milhões de toneladas, exportações de 2,50 milhões de toneladas e estoques finais de 5,41 milhões de toneladas.

A produção chinesa foi mantida em 191,75 milhões de toneladas e estoques finais de 57,97 milhões de toneladas.

Os contratos futuros são negociados, no meio-pregão na Bolsa de Chicago, em alta de US$ 0,32 por saca.  Os futuros para março/12 cotados a US$ 15,55 por saca.  Para maio, a cotação é de US$ 15,29/saca.

TRIGO: Produção mundial avaliada em 694,02 milhões de toneladas

O USDA retificou a produção mundial de trigo, passando de 692,88 para 694,02 milhões de toneladas.  O consumo reavaliado para 683,93 milhões de toneladas, exportações previstas em 143,93 milhões de toneladas e estoques finais de 209,58 milhões de toneladas. Relação estoque final/consumo mundial de 30,6%.

Para os Estados Unidos, o Usda manteve a produção de 54,41 milhões de toneladas, o consumo foi reajustado para 31,48 milhões de toneladas, exportações previstas em 27,22 milhões de toneladas e estoque final caindo de 23,00 milhões para 22,45 milhões de toneladas.

A produção argentina de trigo foi mantida em 14,50 milhões de toneladas, consumo doméstico em 5,93 milhões de toneladas, exportações de 9,00 milhões de toneladas e estoque final de 2,68 milhões de toneladas.
Para o Brasil, o USDA prevê uma produção 5,80 milhões de toneladas e um consumo de 11,20 milhões de toneladas.  Com isso, as necessidades de importação são de 7,00 milhões de toneladas.  O estoque final é de 880 mil toneladas.

O relatório mensal manteve a produção da União Europeia (27 países) em 137,49 milhões de toneladas e consumo reajustado para 125,50 milhões de toneladas.
Para os países do FSU 12 (antiga União Soviética), o USDA reavaliou a produção para 114,30 milhões de toneladas e o consumo para 60,40 milhões de toneladas.

Na China a produção permaneceu em de 117,92 milhões de toneladas e consumo interno reavaliado para 116,00 milhões de toneladas.   Para a Índia, o relatório manteve a produção de 86,87 milhões de toneladas e consumo de 83,06 milhões de toneladas.  Já para a Rússia a projeção de produção é de 56,23 milhões de toneladas.  Austrália e Canadá têm estimativa de produção de 29,50 e 25,26 milhões de toneladas, respectivamente. 

Na Bolsa de Chicago, os preços reagem e os futuros para março são negociados a US$ 14,15 por saca, uma alta de US$ 0,35por saca.

Gilda M. Bozza
Economista (DTE/FAEP)

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