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Data da Publicação: 26/01/2012 - 12h00
Postado em Notícias

26/01/2012 12h00 - Postado em Notícias

Levantamento SEAB sobre as perdas da safra de verão 2011/12

   Durante dezembro de 2011, o regime de chuvas ficou abaixo da normalidade e prejudicou o desempenho da safra de verão paranaense 2011/12. Segundo o SIMEPAR, nas estações meteorológicas de alguns Núcleos Regionais como: Toledo, Campo Mourão, Maringá, Londrina e Francisco Beltrão, choveu menos do que 1/3 da média normal para o mês.     No […]

   Durante dezembro de 2011, o regime de chuvas ficou abaixo da normalidade e prejudicou o desempenho da safra de verão paranaense 2011/12. Segundo o SIMEPAR, nas estações meteorológicas de alguns Núcleos Regionais como: Toledo, Campo Mourão, Maringá, Londrina e Francisco Beltrão, choveu menos do que 1/3 da média normal para o mês.
    No início de janeiro de 2012 voltou a chover, com mais intensidade a partir do dia 12, amenizando o estresse hídrico, favorecendo as lavouras que ainda estavam em desenvolvimento vegetativo, mas, nas áreas mais adiantadas e que ficaram por maior período sem receber chuvas, os prejuízos são irreversíveis.
    De maneira geral, as condições estão heterogêneas pois, apesar da estiagem, ocorreram chuvas esparsas em todas as regiões do Estado, portanto, numa mesma região é encontra-se lavouras com perdas expressivas próximas de outras com bom potencial produtivo.
    Estima-se que a safra de grãos de verão, inicialmente estimada em 22,20 milhões de toneladas, sofreu uma redução de 18%, para 18,25 milhões, sendo que as culturas de soja, milho e feijão, juntas, somam uma perda de 3,95 milhões de toneladas, o que, aos preços de hoje, representa um prejuízo financeiro de R$ 2,48 bilhões.
   
Feijão (1ª safra)  
Área Total: 246.131 ha
Produção Inicialmente Estimada: 430.656 toneladas (1.750 kg/ha)
Produção Atualmente Estimada: 344.239 toneladas (1.399 kg/ha)
Redução de 20% (86.417 t)
Perda Financeira de R$ 161.755.734,00

    Estima-se que 64% da área total destinada à cultura do feijão 1ª safra já foram colhidos.
    Além da estiagem, as lavouras de feijão também foram prejudicadas pelas temperaturas menores que as médias normais, durante os meses de novembro e dezembro.
    Fases da área ainda a colher: 1% desenvolvimento vegetativo; 4% floração; 26% frutificação; 41% maturação.
    O preço médio do feijão de cores é de R$ 145,81 e o do preto é de R$ 94,12 por saca.

Milho (1ª safra)   
Área Total: 945.656 ha
Produção Inicialmente Estimada: 7.471.155 toneladas (7.900 kg/ha)
Produção Atualmente Estimada: 6.050.616 toneladas (6.398 kg/ha)
Redução de 19,0% (1.420.399 t)
Perda Financeira de R$ 556.796.312,00

    A área plantada com milho na 1ª safra do Paraná  é 22%  maior do que a do ano anterior.
    A quebra nas lavouras de milho não foi mais expressiva porque a primeira safra está mais concentrada no Sul do Estado (53%), onde a estiagem foi mais amena.
    Ao contrário da soja e do feijão, as lavouras de milho não sofreram com as baixas temperaturas.
    Cerca de 1% da área já foram colhidos.
    Fases da área ainda a colher: 3% desenvolvimento vegetativo; 19% floração; 54% frutificação; 24% maturação.
    O preço médio é de R$ 23,51 por saca.
   

Soja
Área Total: 4.385.045 ha
Produção Inicialmente Estimada: 14.112.787 toneladas (3.218 kg/ha)
Produção Atualmente Estimada: 11.672.602 toneladas (2.662 kg/ha)
Redução de 17% (2.440.186 t)
Perda Financeira de R$ 1.764.254.392,00

    A área plantada com soja  é 2%  menor do que a do ano anterior.
    Desde a década de 90 nota-se tendência de antecipar o plantio da soja para, depois da colheita, semear o milho da 2ª safra; com isto, aumenta o risco climático, mas, quem planta mais tarde, tem maior possibilidade de incidência de ferrugem e ainda recebe os percevejos que migram das lavouras colhidas antes.
    Cerca de 3% da área já foi colhida e as lavouras encontram-se nas seguintes fases: 7% desenvolvimento vegetativo; 30% floração; 49% frutificação; 14% maturação.
    O preço médio é de R$ 43,58 por saca.

Observações

Segundo o agro-meteorologista Marco Antônio dos Santos, da SOMAR METEOROLOGIA,  o fenômeno La Ninã, que teve início em novembro/2011, deverá se estender até o começo do outono 2012 (O La Niña se caracteriza por chuvas irregulares e abaixo da quantidade normal na região Sul do país. Já nas regiões: Sudeste, Centro-Oeste e Norte, ocorre o contrário, ou seja, excesso de chuvas). Porém com indicativos de que o La Niña está perdendo força.
Durante janeiro, até dia 24, o volume acumulado de chuvas variou de 42 mm na estação de Paranavaí, 50 mm em Salto Osório, 72 mm em Diamante do Norte e Clevelândia a 241 mm em Cornélio Procópio e 233 mm em Cascavel.
Em Lapa o acumulado de janeiro chega a 329 mm e em Antonina chega a 341 mm.

Elaboração: DERAL/DCA

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