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Data da Publicação: 16/12/2010 - 12h00
Postado em Notícias

16/12/2010 12h00 - Postado em Notícias

Hortaliças orgânicas em prol da sustentabilidade

Alface romana é destaque devido à conservação pós colheita e, assim como outros produtos, oferece segurança ao consumidor e vantagens ao produtor

Os princípios são voltados para sistemas de produção naturais. Nutrientes são disponibilizados pelos próprios ciclos biológicos das plantas e as cultivares utilizadas são tolerantes a doenças. Esses são os conceitos básicos da olericultura orgânica, tecnologia que vem crescendo cada vez mais em regiões metropolitanas. Em regiões em torno de Curitiba, a agricultura sustentável com baixo impacto ambiental tem atraído cada vez mais adeptos, agregando valor aos produtos, que não se utilizam de agrotóxicos nem fertilizantes sintéticos.

Durante dia de campo realizado no dia 26 de novembro, foram apresentadas novas cultivares de hortaliças orgânicas. Segundo o professor Átila Francisco Mógor, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos destaques foi a variedade de alface romana, que, além de ser resistente a doenças, mantém as características da alface americana no que diz respeito à crocância. O professor comenta que esta é uma hortaliça que tem grandes chances de conquistar o mercado, pois é uma planta ereta e mantém ótima conservação após a colheita.

– No Paraná, temos diversos produtos orgânicos. Na região metropolitana, o principal é o alface. Temos também produtores especializados em batata orgânica, cebola, pimentão e o desafio que vem sendo conquistado pouco a pouco é o tomate. Temos à disposição todas as hortaliças que compõem a cesta de consumo habitual do consumidor da metrópole – ressalta Átila. Ele também conta que, do Dia de Campo Olericultura Orgânica, participaram 460 visitantes, a maioria agricultores, que tiveram acesso a 42 experimentos e pesquisas. O evento é uma parceria da UFPR com a Emater.

A olericultura é o termo utilizado para designar as plantações de hortaliças de ciclo curto. No verão, da semeadura à colheita, o tempo é de 45 a 50 dias, enquanto no inverno é de até 75 dias. Já no cultivo orgânico, o ciclo torna-se um pouco mais longo, já que não são usados fertilizantes sintéticos e as plantas são expostas aos estímulos naturais do ambiente, o que garante mais sabor às hortaliças. Outra vantagem está no bolso do agricultor, que garante valor agregado elevado na comercialização dos produtos.

Átila Mógor aconselha os horticultores na escolha de cultivares adequadas às enfermidades típicas da região e no manejo do solo, com o uso de compostagem e fontes de fósforo de solubilidade lenta. Outra importante medida é a utilização de fungos, como o trichoderma, para a redução da incidência de outros fungos que atacam as alfaces. Os biofertilizantes, resultados de fermentações, são outras aplicações que podem ser feitas no solo, bem como a cobertura deste com filme plástico.

Dia de Campo Olericultura Orgânica

O Dia de Campo sobre Olericultura Orgânica foi realizado na Fazenda Cangüiri, Centro de Estações Experimentais da UFPR, integrando o terceiro e último dia do III AnB -Agronegócio Brasil. Além do Dia de Campo da Olericultura Orgânica, o encerramento do evento, contou com o Encontro Paranaense de Engenheiros Agrônomos, onde foram discutidos diversos temas relacionados a agricultura brasileira e os rumos que ela deve tomar nos próximos anos.

Para o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná – Curitiba, Luiz Antônio Corrêa Lucchesi, o objetivo foi demonstrar ao público da capital do Estado que é possível produzir de maneira sustentável em bacias hidrográficas utilizadas como áreas de manancial para abastecimento público de grandes metrópoles, além de demonstrar a produtores rurais e consumidores que as práticas agrícolas feitas adequadamente traduzem-se em ações ambientalmente amigáveis.

Na Bacia do Iraí, pudemos observar o trabalho do professor Átila, em que se efetuou a correção do solo e o uso de fontes orgânicas e minerais dentro de um balanço de nutrientes para evitar a perda de nutrientes, espécies de alto valor, com variedades resistentes a pragas e doenças e também com aceitação pública pelas suas características, e técnicas de controle de pragas, doenças e fertilização foliar que se utilizam apenas de fontes biológicas ou de proteção física – exalta Luiz Antônio Lucchesi.

De acordo com Átila Mógor, a próxima edição já está sendo programada. Quem desejar mais informações sobre o IV AnB pode entrar em contato com a organização do evento no telefone (41) 3203-1189 ou www.montebelloeventos.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

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