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Data da Publicação: 16/08/2011 - 12h00
Postado em Notícias

16/08/2011 12h00 - Postado em Notícias

Governo faz contraproposta à Rússia de cota para frango

O governo brasileiro voltou atrás e fez uma contraproposta à Rússia nas negociações de cotas para as exportações de carnes ao mercado russo, no âmbito da entrada de Moscou na Organização Mundial do Comercio (OMC). O Valor apurou que o segmento de frango brasileiro, depois de estudar detalhes da proposta russa, constatou que as linhas […]

O governo brasileiro voltou atrás e fez uma contraproposta à Rússia nas negociações de cotas para as exportações de carnes ao mercado russo, no âmbito da entrada de Moscou na Organização Mundial do Comercio (OMC).

O Valor apurou que o segmento de frango brasileiro, depois de estudar detalhes da proposta russa, constatou que as linhas tarifárias oferecidas por Moscou na prática não cobriam os produtos que o Brasil exporta. Basicamente, a cota de 250 mil toneladas é para ser ocupada por coxas e sobrecoxas de frango, produtos que os EUA exportam prioritariamente.

Assim, com a recusa do segmento de frango, o governo brasileiro voltou aos russos pedindo mais detalhes sobre a oferta. E, na semana passada, fez então uma contraproposta pedindo mudança de linhas tarifárias para permitir as exportações brasileiras.

Com o retrocesso no que parecia um acordo fechado, de outro lado o problema do embargo de carnes brasileiras na Rússia sob pretexto de problemas sanitários tampouco fica solucionado.

Moscou nega qualquer vínculo entre as duas negociações. Na prática, porém, os russos não respeitaram a promessa de liberar as carnes brasileiras, enquanto aguardam a conclusão da negociação na OMC pela qual o Brasil deve dar seu apoio à entrada do país na entidade.

Pela oferta russa, que o Brasil praticamente aceitou num primeiro momento, depois do sinal verde do setor privado numa reunião em Brasília, a cota global de 250 mil toneladas para frango entrava na Rússia com tarifa de 25%. Fora da cota, a alíquota será de 80%. A cota para carne suína será de 400 mil toneladas e seu volume deve seguir estável até 2020. A tarifa intracota é baixa, cerca de 15%, mas fora será de 70%.

No caso de carne bovina, a Rússia oferece cota de 410 mil toneladas para "outros países", na qual o Brasil pode abocanhar quase tudo. Além disso, haverá duas cotas de 60 mil toneladas cada uma para os EUA e para a União Europeia.

Fonte: Valor Econômico

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