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Data da Publicação: 30/11/2011 - 12h00
Postado em Notícias

30/11/2011 12h00 - Postado em Notícias

Exportações do agronegócio paranaenses cresceram 28% em 2011

Soja e açúcar se destacam na pauta de exportações

Por Gilda Bozza, economista da FAEP

Os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que de janeiro a outubro de 2011, as exportações do agronegócio paranaense cresceram 28%, passaram de US$ 8,38 para US$ 10,75 bilhões em relação ao mesmo período de 2010. A participação do agronegócio paranaense nas exportações totais do Paraná representa 74%.  Os principais agregados (complexo soja, carnes, sucroenergético, produtos florestais) somam US$ 9,12 bilhões, representando 85% da pauta das exportações do agronegócio estadual.

As exportações totais do Paraná, no acumulado janeiro-outubro de 2011, apontam uma elevação de 23% sobre igual período de 2010.  Passaram de US$ 11,87 para US$ 14,58 bilhões. As importações somaram US$ 15,33 bilhões. O dólar mais baixo favorece as importações, notadamente de produtos de maior valor agregado.  Com isso, o saldo da balança comercial paranaense foi deficitário em US$ 756 milhões. É o que apontam os dados da Secretaria do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do MDIC.

 

Complexo Soja (grão, farelo, óleo bruto e refinado).

No período em análise, o complexo soja (grão, farelo, óleo bruto e óleo refinado), apontou uma elevação na receita 38%, passou de US$ 3,52   para US$ 4,86 bilhões. Já as exportações de soja em grão, carro chefe das exportações paranaenses, cresceram em função do maior preço no mercado internacional (28%, passando de US$ 376,30 para US$ 483,00 por tonelada).   Com isso, a receita somou US$ 3,04 bilhões contra US$ 2,33 bilhões em igual período de 2010.  O volume embarcado teve um crescimento residual passando de 6,1 para 6,3 milhões de toneladas. Com relação ao farelo de soja, a receita foi 45% superior, somando US$ 1,2 bilhão e o volume exportado foi de 2.9 milhões de toneladas. O segmento de óleo bruto registrou um crescimento de 67% na receita, passando de US$ 302 para US$ 506 milhões, alavancado pelo maior preço e maior quantidade comercializada.   Quanto ao  óleo refinado, o aumento foi de 86% passando de US$ 57 para US$ 106 milhões e volume embarcado de 62 para 84 mil toneladas.

Complexo Carnes (bovina, aves, suína e outras) – O agregado  carnes (aves, bovina, suína e outras) aponta um crescimento da receita de 14%, relativamente ao acumulado janeiro-outubro de 2010.    Passou de US$ 1,68 para US$ 1,92 bilhão, tendo como pano de fundo a elevação dos preços da carne no mercado internacional. As exportações de carne de frango (in natura e industrializada) passaram de US$ 1,28 para 1,52 bilhão, ou seja, um aumento de 19%. Já as exportações de carne suína somaram US$ 128 milhões, um crescimento de 14% no período analisado (US$ 112 milhões). Nas exportações de carne bovina a receita obtida foi menor em 26%, caindo de US$ 62 milhões para US$ 46 milhões.

Complexo Sucroalcooleiro (açúcar e álcool) – O agregado sucroenergético registrou exportações de US$ 1,35 bilhão contra US$ 1,00 bilhão em igual período de 2010 (crescimento de 34%), alavancadas pelas exportações de açúcar.  A receita com o açúcar somou US$ 1,21 bilhão, crescimento de 48%, passando de US$ 819 milhões para US$ 1,21 bilhão, tendo como pano de fundo o aumento do preço do açúcar no mercado internacional e o maior volume comercializado. As vendas externas de álcool caíram de US$ 190 milhões para US$ 140 milhões e o volume exportado caiu de 298 mil toneladas para 166 mil toneladas.

Cereais, Farinhas e Preparações – As exportações de milho em grão via Porto de Paranaguá totalizaram US$ 302 milhões e uma quantidade embarcada de 1,07 milhão de toneladas. Houve queda no volume comercializado relativamente ao igual período de 2010, quando foram exportadas 1,39 mil toneladas e a receita gerada foi de US$ 269 milhões. O preço mais elevado no mercado internacional favoreceu até setembro a comercialização do produto, após este período os preços declinaram e as exportações deixaram de ser atraentes.

Principais Mercados – Por destino das exportações é importante ressaltar o crescimento do comércio internacional para os mercados: Canadá (125%); Bangladesh (120%); Uruguai (104%); Egito (83%); Japão (72%); Espanha (66%); Rússia (61%); Emirados Árabes (54%); Arábia Saudita (45%); Países Baixos – Holanda (40%). Já as exportações foram negativas para os mercados do Reino Unido (-21%); Alemanha (-10%); e Coréia do Sul (-6%).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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