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Data da Publicação: 13/07/2011 - 12h00
Postado em Notícias

13/07/2011 12h00 - Postado em Notícias

Embarques de carne bovina recuam

Depois de encerrar o primeiro semestre com queda no volume de carne bovina exportado e alta na receita com as vendas, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec) espera cenário semelhante para todo o ano de 2011. De acordo com Antônio Camardelli, presidente da Abiec, a previsão é de recuo de 10% […]

Depois de encerrar o primeiro semestre com queda no volume de carne bovina exportado e alta na receita com as vendas, a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec) espera cenário semelhante para todo o ano de 2011.

De acordo com Antônio Camardelli, presidente da Abiec, a previsão é de recuo de 10% nos volumes exportados, que alcançaram 1,864 milhão de toneladas (equivalente-carcaça) em 2010, e um incremento de 10% a 15% no faturamento com as exportações de carne bovina, que somou US$ 4,795 bilhões no ano passado.

No primeiro semestre deste ano, a receita com as exportações brasileiras de carne bovina somou US$ 2,595 bilhões, 7,71% mais que em mesmo período do ano passado, segundo dados da Secex compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

O volume caiu 16,04% na mesma comparação, para 543,8 mil toneladas de carne bovina. Quando os dados são transformados em equivalente-carcaça, a queda é de 18,13% na mesma comparação, com os volumes alcançando 745 mil toneladas.

Segundo a Abiec, o crescimento na receita reflete um aumento de 28,28% no preço médio da carne exportada em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Para a retração dos volumes embarcados há várias razões: a crise no Oriente Médio, em especial no Egito, fez as vendas à região caírem quase a zero, mas estas já voltaram ao normal, de acordo com a Abiec. Além disso, a oferta de carne para exportação caiu por conta da menor oferta de bovinos para abate. O real valorizado também torna o produto brasileiro menos competitivo no mercado externo.

O embargo da Rússia a carnes (bovina, suína e de frango) de 85 estabelecimentos exportadores do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná não prejudicou as vendas do setor, de acordo com a Abiec. Das 85 plantas afetadas nos três Estados, 25 são exportadoras de carne bovina. Entre janeiro e junho, os embarques para a Rússia, maior cliente do Brasil em carne bovina, alcançaram 189,5 mil toneladas equivalente-carcaça, um aumento de 2,81% em volume. A receita avançou 38,24%, para US$ 658,5 milhões.

O presidente da Abiec, Antonio Camardelli, explicou que as empresas redirecionaram a produção destinada à Rússia das plantas afetadas para outras também habilitadas a exportar em outros Estados do país.

Para mostrar que os embarques ao país estão em ritmo normal, Camardelli contou que nos primeiros 10 dias de julho foram enviadas 7,7 mil toneladas de carne bovina à Rússia.

O executivo disse ainda que as exportações de carne industrializada caíram pois a exigência de testes para a detecção de resíduos (como o vermífugo ivermectina) reduziu a competitividade da indústria. Ele também citou a "blindagem" da União Europeia em relação à carne bovina in natura do Brasil como razão para a queda das vendas externas do produto. Para Camardelli, como a UE já impõe restrições ao Brasil, a crise da dívida no bloco não deve ter grande efeito sobre as exportações brasileiras.

Fonte: Valor Econômico – Alda do Amaral Rocha

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