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Data da Publicação: 16/01/2012 - 12h00
Postado em Notícias

16/01/2012 12h00 - Postado em Notícias

Commodities Agrícolas – Valor Econômico

Resistência Em um dia de poucos negócios, os futuros de açúcar negociados na bolsa de Nova York resistiram às pressões da economia global – que derrubaram os preços da maioria das commodities -, e encerrarram o pregão da sexta-feira em alta. Os contratos com entrega para maio subiram 49 pontos, a US$ 0,2333 por libra-peso. […]

Resistência
Em um dia de poucos negócios, os futuros de açúcar negociados na bolsa de Nova York resistiram às pressões da economia global – que derrubaram os preços da maioria das commodities -, e encerrarram o pregão da sexta-feira em alta. Os contratos com entrega para maio subiram 49 pontos, a US$ 0,2333 por libra-peso. De acordo com analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, atingiram um nível de preços favorável às compras. "Nós estamos começando a precisar de um pouco de açúcar", afirmou Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures. Apesar do ajuste, o dia não apresentou mudanças nos fundamentos da commodity que balizassem a alta. Na sexta, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo recuou 0,59%, a R$ 62,07 por saca.

 
Dia nervoso
Em linha com o que ocorreu com a maioria das commodities, os contratos futuros de café arábica negociados na bolsa de Nova York caíram na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em maio fecharam o pregão a US$ 2,2810 por libra-peso, queda de 855 pontos, a segunda consecutiva. Conforme analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires, a expetativa de que a agência de risco Standard & Poor’s, rebaixasse a nota soberana da França, informação confirmada no fiml do dia, acelerou um movimento de realização de lucros. Segundo Márcio Bernardo, analista da Newedge, "os muitos boatos do dia tornaram o dia nervoso para o mercado financeiro". No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica caiu 1,87%, cotado a R$ 492,34 por saca.

Aversão ao risco
 Em mais um dia de incertezas sobre a economia global, com o rebaixamento da nota soberana da França e a alta do dólar, em um movimento de aversão ao risco, a soja encerrou o pregão de sexta-feira em baixa. Em Chicago, os futuros com entrega para março fecharam o dia cotados a US$ 11,5825, retração de 24,25 centavos de dólar. "Não houve muito interesse de compras por causa das preocupações com a crise da dívida na Europa", afirmou Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity, à Bloomberg. Segundo ele, a primeira chuva generalizada na Argentina e no Sul do Brasil, regiões que vinham sofrendo com a estiagem, também pressionou as cotações. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a soja do Paraná recuou 1,38%, com a saca de 60 quilos a R$ 46,41.

 
Fator chuvas

O fortalecimento do dólar, que reduziu o apetite do mercado pelas principais commodities agrícolas, motivou a queda do milho na bolsa de Chicago. Na sexta-feira, os contratos futuros do grão com entrega para maio fecharam o pregão cotados a US$ 6,0650 por bushel, retração de 11,75 centavos de dólar, a segunda consecutiva. Segundo analistas consultados pela Bloomberg, o milho também reagiu à chegada da primeira chuva generalizada em no sul da América do Sul. A região, que vinha sofrendo com a seca provocada pelo La Niña, poderá acelerar o fim do plantio das culturas como o milho e ajudar a parcela da produção que não foi prejudicada pela estiagem, informou a Global Weather Monitoring. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o milho subiu 0,13%, com a saca a R$ 31,53.

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