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Data da Publicação: 08/06/2018 - 11h38
Postado em Avicultura, Destaques, Notícias, Pecuária de Corte, Pecuária de Leite, Suinocultura

Brasil obtém reconhecimento da OIE como área livre de febre aftosa com vacinação

Na assembleia geral em maio, em Paris, país recebeu o certificado de área livre de febre aftosa com vacinação; Paraná esteve representado por assessor da FAEP

O diretor executivo do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec) e assessor da presidência da FAEP, Ronei Volpi, participou da 86ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), realizada em Paris (França), entre os dias 20 e 25 de maio. Volpi, ao lado do diretor presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Kroetz, representou o Paraná no evento, que também contou com a presença de autoridades brasileiras, como o ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi.

Durante a Assembleia Geral, o Brasil recebeu o reconhecimento como área livre de febre aftosa com vacinação. O novo status sanitário se aplica a todos os Estados. Apenas Santa Catarina possui status de área livre da febre aftosa sem vacinação, uma condição sanitária superior que permite a entrada em mercados mais exigentes, que pagam mais pela qualidade dos produtos.
“Esse é mais um motivo para o Paraná dar o próximo passo que é buscar o status de área livre sem vacinação”, observa Volpi.

O Estado vem pleiteando a antecipação desse status junto à OIE. O Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),
colocou o Paraná em um bloco com outras 11 unidades da federação (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe, Tocantins, São Paulo e o Distrito Federal), que se tornariam livres da doença sem vacinação apenas em 2023. A proposta das entidades representativas da pecuária paranaense é antecipar a retirada da vacina para 2020.

“Notadamente nossas carnes bovina e suína ainda não conseguem entrar em mercados mais atrativos do ponto de vista comercial, como Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos, que pagam mais
pela qualidade”, avalia Volpi. Com a mudança futura de status, o Paraná poderia vender para estes países. Brasileiros Outro ponto importante da reunião foi a condução de dois brasileiros a cargos diretivos na OIE. “Há pouco tempo, o Brasil assumiu um lugar como player mundial nas proteínas animais, mas devido à competência do corpo técnico, passamos a ocupar cada vez mais espaço na OIE”, analisa o dirigente do Fundepec.

Por meio da eleição dos delegados da entidade, o médico veterinário do Mapa, Bernardo Todeschini, conquistou uma vaga para a Comissão de Normas para Animais Terres tres. Também o médico veterinário e professor titular da Universidade de Brasília (UnB), Vítor Salvador Picão Gonçalves, que foi alçado a uma vaga na Comissão Científica para Enfermidades Animais. “Essas funções são estratégicas para o Brasil, pois participam ativamente das decisões técnicas da entidade”, afirma Volpi.

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