Logotipo Sistema FAEP

Data da Publicação: 21/07/2011 - 12h00
Postado em Notícias

21/07/2011 12h00 - Postado em Notícias

Alimentos seguram a inflação

 Uma queda generalizada no preço dos alimentos contribuiu para redução da inflação prévia do mês de julho. É o que revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE ao divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial medido pelo IPCA. O IPCA-15 de julho registrou […]

 Uma queda generalizada no preço dos alimentos contribuiu para redução da inflação prévia do mês de julho. É o que revela o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE ao divulgar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial medido pelo IPCA.
O IPCA-15 de julho registrou variação de 0,10% contra variação de 0,23% no mês anterior. O grupo de alimentos e bebidas registrou deflação com preços 0,39% menores que nos mês de junho. Alimentos que foram destaque no IPCA em meses anteriores já devolveram a alta de preço como o feijão preto com redução de 1,27% e carnes 1,50%. Outros alimentos comuns na alimentação diária também apresentaram reduções como: arroz (-1,29%), hortaliças (-4,99%) e frutas (-5,16%).
No Paraná o preço recebido pelos produtores para o feijão preto acumula perda de 5,2% em relação a julho de 2010, e também os preços para o feijão de cor, arroz e suínos são 8,8%, 26,3% e 5,6% menores, respectivamente.
No acumulado do ano até junho, o grupo Educação e Despesas Pessoais, que inclui os serviços, são os principais responsáveis e pela pressão no IPCA que já acumula alta de 6,75% em 12 meses.
O grupo de despesas pessoais, especialmente serviços,  aliado aos bons números do mercado de trabalho são o principal foco de preocupação interno de grande parte dos analistas de mercado.  Para julho o IPCA-15 registrou variação de 0,73% para o grupo de Despesas Pessoais.
Considerando o mercado de trabalho aquecido com nível de desocupação de 6,2% em junho (menor taxa de desocupação desde 2002) e geração de 1,4 milhões de vagas de trabalho no semestre aliada a elevada taxa de inflação acumulada o Banco Central elevou ontem, 20 de julho,  a taxa de juros Selic passando de 12,25% para 12,5% ao ano.

Tânia Moreira, economista da FAEP

imprensa@faep.com.br