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Data da Publicação: 11/08/2011 - 12h00
Postado em Notícias

11/08/2011 12h00 - Postado em Notícias

Agricultores paranaenses investem na canola para produção de óleo

Fase de florada é crítica porque as abelhas retiram o pólen das flores. No Rio Grande do Sul, o problema é o excesso de umidade. A cada safra, a canola conquista mais produtores e ocupa mais espaço no Paraná. Este ano, são quase 15 mil hectares contra 13 mil cultivados no ano passado. A produção […]

Fase de florada é crítica porque as abelhas retiram o pólen das flores.
No Rio Grande do Sul, o problema é o excesso de umidade.
A cada safra, a canola conquista mais produtores e ocupa mais espaço no Paraná. Este ano, são quase 15 mil hectares contra 13 mil cultivados no ano passado. A produção também deve aumentar em quatro mil toneladas. A canola tem cinco floradas, uma seguida da outra. O problema, segundo os produtores, é que os insetos enxergam nas flores da cultura um verdadeiro banquete.
Em dias ensolarados as abelhas passam o dia na plantação. Das flores amarelas, os insetos retiram todo o pólen que precisam para se fortalecer, num período que costumava ser de escassez.
Este ano, o país deve produzir 69 mil toneladas de canola, safra semelhante à do ano passado. O Paraná é o segundo produtor nacional, fica atrás apenas do Rio Grande do Sul. Mas os agricultores gaúchos enfrentam problemas com a safra. Os poucos dias de sol e o excesso de umidade são motivos de preocupação.
O agricultor Sérgio Bronzatti plantou 75 hectares de canola em Cruz Alta, no noroeste gaúcho. A lavoura florida contrasta com o céu carregado. O tempo fechado e a chuva não dão trégua no momento em que a cultura mais precisa de luminosidade.
O alto volume de chuva é uma realidade em toda a região. Desde o início de agosto, em Cruz Alta choveu cerca de 110 milímetros. Segundo os meteorologistas, a instabilidade deve continuar por pelo menos mais 10 dias.
A quantidade corresponde a 80% da média histórica do mês. O clima quente e úmido também é favorável ao surgimento de doenças como a podridão branca, também conhecida como mofo branco, que ataca o caule e destrói a planta. "No Rio Grande do Sul ainda não se fala muito do mofo branco, mas a canola, assim como a soja, é uma cultura suscetível ao mofo branco", alerta o agrônomo Ricardo Servieri.
Este ano, foram plantados no Rio Grande do Sul 31 mil hectares de canola. São 27% a mais em relação a 2010. Um dos motivos é a demanda da indústria de biodiesel.

Fonte: Do Globo Rural

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