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Data da Publicação: 06/09/2011 - 12h00
Postado em Notícias

06/09/2011 12h00 - Postado em Notícias

5° Seminário Paranaense de Meliponicultura

A meliponicultura é a criação racional de abelhas sem ferrão (“elas não ferroam, o ferrão é atrofiado”), também denominadas abelhas indígenas (“manejadas por povos indígenas”) ou nativas (“originárias do Brasil”).  As abelhas que apresentam hábitos sociais são classificadas dentro da subfamília Apinae com várias tribos. As que possuem hábitos sociais mais avançados pertencem a duas tribos […]

A meliponicultura é a criação racional de abelhas sem ferrão (“elas não ferroam, o ferrão é atrofiado”), também denominadas abelhas indígenas (“manejadas por povos indígenas”) ou nativas (“originárias do Brasil”).  As abelhas que apresentam hábitos sociais são classificadas dentro da subfamília Apinae com várias tribos. As que possuem hábitos sociais mais avançados pertencem a duas tribos distintas: Apini, que agrupa as abelhas do gênero Apis e Meliponini, que agrega as abelhas sem ferrão ou melipopníneos.  A tribo meliponini é dividida em duas subtribos: Meliponina, que apresenta apenas um único gênero (Melípona) e Trigonini, que é constituída por vários gêneros.

As abelhas sem ferrão, conhecidas também como meliponíneos, são sociais e nativas no Brasil, onde encontramos muitas espécies (cerca de 300, segundo Silveira et al. 2002).  As abelhas sociais indígenas (nativas) sem ferrão distribuem-se naturalmente por amplas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo. Há um grupo bastante homogêneo destas abelhas, como o gênero Melipona (uruçú, mandaçaia, manduri, jandaira, etc.), que ocorre exclusivamente nas áreas tropical e subtropical da América (SAKAGAMI, 1982). Estas abelhas podem ser encontradas em quase todo o território nacional. Entre as espécies mais comuns no Paraná, destacam-se: Jataí (Tetragoniscula angustula), a mandaçaia (Melipona quadrifasciata), as mirins (Plebéia spp) e a tubuna (Saptotrigona bipunctata).

Na lista de espécies ameaçadas de extinção do Estado do Paraná, SCHWARTZ-FILHO et al (2004), foram incluídas 18 espécies de abelhas, sendo que 8 espécies são solitárias e 10 são sociais. No contexto da  meliponicultura constata-se os mais diversos problemas e dificuldades, que passam pelo processamento, comercialização dos produtos gerados (especialmente, o mel e própolis), bem como outros relacionados à criação, manejo e extração destas abelhas da natureza (legislação, modelos de caixas, manejos, etc), destacando-se que a preservação dessas abelhas nativas do Brasil vem sendo garantida pela criação racional realizada milhares de criadores autônomos e/ou projetos comunitários por todo o Estado do Paraná e Brasil.

Em  2007 e 2008, aconteceram o 1º e 2º Seminários Paranaense de Meliponicultura, em Curitiba (SEAB e Instituto Emater), sendo que o 3º foi realizado em Mandirituba (P.M de Mandirituba) e o 4º,  em Matinhos (UFPR litoral). Nesse panorama e campo de desafios é que realiza-se o 5º Seminário Paranaense de Meliponicultura, em Curitiba,  num esforço que dá continuidade a um ciclo de realização de um evento estadual sobre o tema, que visa  contribuir para  o desenvolvimento da meliponicultura e a conservação das abelhas nativas sem ferrão. 

Objetivos Gerais

– Promover a aglutinação de meliponicultores, técnicos, pesquisadores e interessados na meliponicultura; – divulgar a importância das abelhas nativas e sensibilizar a sociedade a promover iniciativas, visando a sua preservação e conservação; – possibilitar o intercâmbio e a difusão de tecnologias e conhecimentos relacionados à meliponicultura; – contribuir para o estabelecimento de políticas públicas, voltadas ao desenvolvimento sustentável da meliponicultura; –   possibilitar a capacitação e aumento da conscientização das comunidades rurais e urbanas, acerca da importância das abelhas sem ferrão como agentes polinizadores das florestas e cultivos agrícolas; – promover a popularização dos conhecimentos científicos para produtores rurais e comunidade em geral; – eleger a sede do VI Seminário Paranaense de Meliponicultura e debater sobre ações a serem desenvolvidas na Câmara Técnica de meliponicultura SEAB/CEDRAF.

Publico Alvo

O evento é aberto à participação de todos os interessados na meliponicultura:  estudantes da mais várias áreas do conhecimento, técnicos e pesquisadores do setor público e privado, profissionais em geral, agricultores,  ambientalistas, ecologistas e amantes da natureza.
Programação
      
Cronograma 25/11 (sexta-feira)
8:00 às 9:00 Recepção, inscrição e entrega de credenciais
9:00 às 9:30  Abertura Oficial
9:30 às 10:30  Palestra n° 1 –  Conservação de polinizadores, com Marina Landeiro – Projeto GEF/FAO/FUNBIO/MMA
10:30 às 11:30   Palestra n° 2 -“Meliponicultura: criação, comercialização e transporte", com participação  de técnico do SISFAUNA – IBAMA/SISFAUNA – Brasília -DF
11:30 às 12:30 Palestra n° 3  – Processamento e comercialização de produtos da meliponicultura, com participação de técnico da Divisão de Inspeção de Leite e Derivados – DILEI – DIPOA/SDA – MAPA
12:30 às 14:00 Almoço
14:00 às 15:00  Palestra n° 4 – Aspectos práticos da criação de abelhas Nativas do Brasil – Giorgio Venturieri – Embrapa Amazônia Oriental – Manaus – AM)
15:00 às 16:00  Palestra n° 5 – Parâmetros  Físico-Químicos propostos para o controle de Qualidade do Mel de Abelhas Nativas Sem Ferrão no Brasil – Prof. Osmar Malaspina  – UNESP – Rio Claro.
 16:00 às 17:00  Painel: Experiências de empreendimentos na meliponicultura paranaense e brasileira, com participação de membros da Câmara Técnica de Meliponicultura SEAB/CEDRAF.
17:30 às 18 horas  Conclusões e encerramento

Mostra de Meliponicultura

No dia do evento será aberto espaço para apresentação de posters, banners, fotos, materiais diversos, máquinas e equipamentos utilizados na meliponicultura, mudas de plantas, colônias e caixas de abelhas sem ferrão e degustação de produtos da meliponicultura (mel e própolis).

Taxa de Investimento

O  seu investimento para o  5° Seminário Paranaense de Meliponicultura, poderá ser realizado antecipadamente, através de depósito bancário em favor da FUNDAÇÃO TERRA (www.fundacaoterra.com.br) , junto ao Banco do Brasil, Agência n° 1243-2, Conta Corrente n°  56.055-3, enviando comprovante de pagamento e a ficha de inscrição para o fone/fax (41-3250.2105) ou para e-mail (sac@emater.pr.gov.br). O valor é de  R$ 20,00 (até dia 18/11) e R$ 25,00  (a partir do dia 21/11). As vagas são limitadas a 200 inscritos. 

Ficha de Inscrição

5° Seminário Paranaense de Meliponicultura – 25 de Novembro de 2011 – Curitiba – Paraná 
Nome: _______________________________________________________________________________________________  
Nome do Crachá:_______________________________________________________________________________________
Endereço:  ____________________________________________________________________________________________
Cidade: __________________Estado:__________CEP: _______________Tel: _____________________________________
Fax: _____________________E-mail: _________________________________Site: ________________________________

Modalidade: Expositor: (   )     Estudante (   ) Meliponicultor  (   ) Técnico (    )    Outro: ______________________________
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Realização
 Câmara Técnica de Meliponicultura SEAB/CEDRAF

Promoção
  Instituto Emater (Emater-PR) e Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB)

Apoio
 CPRA (Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), Fundação Terra, Itaipu Binacional e  Projeto GEF/FAO/FUNBIO/MMA.

Informações
 Instituto Emater- PR –  Fone/Fax (41-3250.2105)  –  sac@emater.pr.gov.br

25  de Novembro de 2011
Local: Auditório do instituto Emater ( rua da Bandeira, 500 – Bairro: Cabral – Curitiba – PR

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